A primeira manufatura de ferro se instalou no Brasil após 1589 em Biraçoiaba (ou Araçoiaba), local próximo à atual cidade de Sorocaba, no interior de São Paulo.
Apenas no início do século XIX as fábricas de ferro começaram a ganhar importância. Entre 1809 e 1814, o Intendente Câmara instalou a Real Fábrica de Ferro do Morro do Pilar, nas proximidades do Tejuco. A fábrica funcionou com dois pequenos fornos suecos e foi desativada em 1831.
Em 1810, longe dali, no sítio paulista de Araçoiaba foi oficialmente criada a Fábrica Ipanema, da qual a Coroa participava. A administração era chefiada pelo alemão Frederico Luís Guilherme de Varnhagen. No dia 1º de novembro de 1818, dia de Todos os Santos, a primeira corrida de gusa em um alto-forno ocorreu em terras brasileiras. Do metal produzido naquele dia foram moldadas três grandes cruzes, sendo a maior delas fixada no morro vizinho à fábrica.
Em 1811, o engenheiro Eschwege implantou a usina Patriótica, em Congonhas do Campo (MG), em local bem próximo aos centros mineradores de ouro. Em 1812 saiu de lá a primeira partida de ferro de qualidade industrial no país. Em 1822, após a declaração da independência do Brasil, Eschwege voltou para a Europa junto com a família real. Aos poucos, a Patriótica foi se transformando apenas em ruínas, que até hoje estão em Congonhas do Campo.